Como proteger idosos dos golpes por telefone? Veja dicas
Golpes por telefone afetam idosos explorando vulnerabilidades emocionais e cognitivas; a informação é a principal forma de evitar prejuízos
Na era digital, golpes por telefone estão cada vez mais sofisticados. Os criminosos se aproveitam de distrações e da confiança das vítimas para obter informações ou dinheiro. Idosos, em especial, precisam de atenção redobrada, já que estão entre os principais alvos dos golpistas.
De acordo com o relatório ‘Tendências de Fraude Omnichannel’, da TransUnion, 40% dos brasileiros entrevistados já sofreram tentativas de fraude por e-mail, telefone, internet ou mensagens de texto. No Brasil, o golpe mais comum é o vishing, que utiliza chamadas ou mensagens de voz para roubar dados pessoais das vítimas.
Índice:
Quais golpes por telefone mais atingem idosos no Brasil?
Os golpes aplicados por ligações podem variar, mas muitos se repetem. O especialista em Direito do Consumidor Stefano Ribeiro Ferri explica que o falso sequestro é um dos mais usados. Nesse caso, os criminosos fingem que um parente está em cativeiro e exigem transferência imediata de dinheiro.
Outro golpe frequente é o do falso parente, quando alguém se passa por filho ou neto em situação de emergência. Também há casos de criminosos que se apresentam como funcionários de banco, solicitando senhas ou até mesmo buscando o cartão na casa da vítima. Além disso, há ainda o golpe do falso prêmio, que promete recompensas em troca do pagamento de uma taxa.
Essas práticas funcionam porque exploram emoções. “Os golpistas criam pânico, pressa ou euforia para impedir que a vítima raciocine com calma”, explica Stefano. Em Goiás, uma vítima chegou a perder R$ 150 mil, em abril de 2024, após acreditar que sua mãe havia sido sequestrada.
Como identificar sinais de golpes por ligação?

O aumento dos golpes por telefone preocupa famílias que têm idosos em casa | Imagem: Pexels
Observar alguns comportamentos ajuda a perceber quando a chamada é suspeita. O pedido de urgência extrema, a exigência de informações pessoais ou bancárias e a promessa de prêmios improváveis estão entre os principais indícios. “Outro indício é a falta de identificação clara, o uso de números desconhecidos ou a tentativa de intimidar a vítima”, reforça Stefano.
Os criminosos podem usar dados coletados em redes sociais ou obtidos em vazamentos para dar credibilidade à ligação. Por isso, é fundamental desconfiar de qualquer contato que pressione por respostas imediatas. Além disso, salvar números confiáveis na agenda ajuda a diferenciar ligações seguras das perigosas.
Cuidados específicos para proteger idosos dessas fraudes
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando 15,6% da população. Stefano explica que os idosos são alvos preferenciais por alguns motivos. “Os idosos são mais visados porque, geralmente, confiam mais nas pessoas, atendem o telefone com maior frequência, podem ter limitações cognitivas e, muitas vezes, acumulam reservas financeiras”, afirma.
Para reduzir os riscos, familiares devem orientar os mais velhos a nunca repassar informações sensíveis pelo telefone. É recomendável deixar lembretes próximos ao aparelho com frases como “não passe senha”. Além disso, uma palavra-chave familiar pode ajudar a validar situações de emergência. Instalar aplicativos de bloqueio de chamadas suspeitas no celular e pedir à operadora restrição de números estranhos no fixo também são medidas eficazes.
Campanhas de conscientização reforçam que bancos e empresas sérias nunca pedem senhas ou códigos por telefone. Stefano destaca: “Esses avisos alertam sobre os riscos e reforçam que nenhuma instituição pede senha ou código por telefone”. Dessa forma, informação e prevenção continuam sendo as armas mais importantes contra os golpistas.
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Já reparou?
A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.
Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.
