Panelas de pressão são seguras

Nove dos dez modelos de panelas de pressão testados pela PROTESTE foram considerados seguros. Confira!

A PROTESTE avaliou dez modelos de panela de pressão, sendo quatro de fechamento interno e seis de fechamento externo. No geral, os resultados foram positivos; oito deles foram conceituados como bons produtos. Apenas a panela da marca Eirilar foi eliminada, devido a problemas de segurança e risco de explosão.

Os testes realizados avaliaram tanto a parte térmica quanto a mecânica. No primeiro caso, cabos e alças foram checados, para verificar se esquentam demais durante o uso da panela. No segundo, o teste analisou componentes como anéis de vedação, cabo, alças e as válvulas de segurança (pino que é acionado em casos extremos para diminuir a pressão) e reguladora, que deixa a pressão interna da panela em níveis seguros e constante, na medida do possível. Neste ensaio, o intuito é saber se as peças suportam os diferentes níveis de pressões a que podem ser submetidas.

Os dois testes foram realizados em laboratório acreditado pelo Inmetro, de acordo com a Portaria Inmetro n.° 21, de 14 de janeiro de 2016. De acordo com Dino Lameira, especialista da PROTESTE, todos os produtos foram considerados seguros em ambos os critérios. “O modelo Rochedo Clipso Polida (cujo preço no varejo fica entre R$ 208,85 e R$ 277,45) foi escolhido como o melhor do teste. O MM, por sua vez, também oferece segurança e bom desempenho, com custo entre R$ 29 e R$ 35, sendo a escolha certa da PROTESTE”, afirma. 

Confira os demais itens testados

No teste de desempenho, apenas os modelos Panelux Polida e MM foram considerados aceitáveis e, embora o Rochedo tenha se destacado, todos os outros foram avaliados como bons. “Mas mesmo os aceitáveis realizam a tarefa muito mais rapidamente do que uma panela comum”, ressalta Dino.

Foram analisados também o sistema de abertura e fechamento, a indicação de volume máximo no interior e a facilidade da limpeza das panelas. Os destaques foram Nigro, Rochedo e Tramontina, pois são as únicas panelas da amostra que possuem marcação interna do limite de capacidade.paneladepressaoO teste também verificou se os manuais de instruções continham informações para o uso correto e seguro do produto, de maneira clara e de fácil compreensão. Sete dos nove modelos da amostra foram conceituados como muito bons.

O volume das panelas também foi alvo de análise. Todos os rótulos dos produtos da amostra informam que possuem capacidade para 4,5 L e, por regulamentação, é permitido um erro de até 10% para menos. “Isso significa que os modelos deveriam ter volumes superiores a 4,46 L. Em função desse critério, o modelo da MTA, que possui volume inferior, não é indicado”, esclarece Dino.

Cuidado ao utilizar

Embora os modelos testados tenham sido considerados seguros, o consumidor precisa ter atenção ao utilizar, evitando o entupimento da válvula e possíveis acidentes. Veja as dicas da PROTESTE:

  • use sempre dois terços, no máximo, da capacidade da panela;
  • no caso de alimentos que aumentam de volume após o cozimento, como o feijão, utilize a metade da capacidade da panela;
  • depois que a panela começar a apitar, diminua o fogo, pois a água atingiu a maior temperatura possível. Continuar com o mesmo nível de calor só fará a água evaporar mais rápido, além de consumir gás sem necessidade;
  • tire toda a pressão antes de abrir a panela. Se não puder esperar sair naturalmente, coloque-a debaixo de água corrente, de forma que a água atinja a lateral superior da tampa, nunca a válvula;
  • cuidado ao usar garfo para tirar a pressão. Isso pode fazer com que o alimento se movimente e entupa os buracos da válvula;
  • nunca deixe a panela sem água. O ideal é que sempre ocupe, no mínimo, um terço do espaço.
Nossos testes ajudam os consumidores a tomarem as melhores decisões de compra. Mas, se tiver problemas, não deixe de reclamar! CONHEÇA O RECLAME arrow_right_alt