Crédito pessoal deve ser usado com cautela

Crédito pessoal deve ser usado com cautela

Na terceira matéria sobre endividamento, a PROTESTE alerta os consumidores sobre os cuidados necessários ao contratar um serviço de crédito pessoal.

Quem nunca recebeu ofertas de empréstimo em seu e-mail, no panfleto do supermercado, em telefonemas ou mesmo no caixa eletrônico? Em tempos de crise econômica, surgem inúmeros serviços oferecendo um suposto benefício, o crédito pessoal. No entanto, é preciso muita cautela ao contratar o serviço, para evitar o endividamento.

De acordo com o especialista da PROTESTE, Rodrigo Alexandre, é preciso cautela, pois, pela facilidade do dinheiro obtido no crédito, os juros são superiores aos de uma negociação no banco. “A oferta é grande, mostra-se muito disponível e até fácil de pagar. Porém, toda essa disponibilidade esconde armadilhas, que podem trazer muitos prejuízos no curto prazo”, alertou. Especialmente quando o empréstimo é obtido em uma situação atípica, como uma pandemia. 

De acordo com o especialista, existem algumas práticas recorrentes desse tipo de serviço, que merecem atenção redobrada do consumidor. Confira!

Cuidado com ofertas-relâmpago

“Não acredite naquelas condições de empréstimo que servem somente para aquele momento, com a necessidade de contratação na hora”, ressaltou Rodrigo. Segundo ele, antes de contratar o crédito, é importante analisar as condições de outras financeiras, para ter a certeza de estar contratando um serviço com melhor custo-benefício.

“Lembre-se sempre de que, quanto menores as exigências, maiores as taxas de juros”, destacou o especialista. De acordo com Rodrigo, o crédito pessoal oferecido por fintechs, normalmente, oferece taxas de juros mais baixas, devido à estrutura enxuta das empresas e, principalmente, por serem on-line. 

No entanto, ele alerta que, antes de contratar qualquer empréstimo, o consumidor deve fazer uma pesquisa minuciosa e refletir sobre alguns pontos, como outras dívidas eventualmente contraídas, o montante da nova dívida, o valor total que será assumido e as taxas de juros. É importante que a pessoa analise se existem alternativas à contratação de crédito.

“Só se endivide quando extremamente necessário”, orientou Rodrigo. Ou seja, se a compra não for urgente, o consumidor pode poupar para que o pagamento à vista seja possível em outra oportunidade, inclusive com desconto. 

A PROTESTE alerta que os consumidores precisam entender que, por trás de ofertas de crédito fácil, se escondem elevadas taxas de juros, que podem levar o consumidor ao superendividamento. 

“Neste tipo de oferta é possível contratar empréstimos altíssimos, com poucos cliques, sem os esclarecimentos necessários dos juros, olhando somente os valores das parcelas e o tempo do contrato. Os anúncios omitem os juros e os demais encargos que existem na operação, se aproveitando do impulso de quem precisa contratar um empréstimo”, relatou Rodrigo. 

Se o empréstimo é realmente necessário, pesquise outras possibilidades, dando preferência aos empréstimos consignados, que possuem os juros mais baixos.

“Muito cuidado com essas ofertas, pois, para contratar um empréstimo, basta utilizar o caixa eletrônico; porém, se o consumidor quiser cancelá-lo, será necessário o contato com um gerente de conta, que fará tudo o que for possível para evitar esse cancelamento”, avisou o especialista.

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Analise com cautela os empréstimos vinculados

“Você já deve ter recebido a oferta de empréstimo pelo seu cartão de crédito e até mesmo pelo cartão de fidelidade de alguma rede varejista. Isso é um empréstimo concedido por financeiras, que, normalmente, cobram as maiores taxas”, disse Rodrigo. “Se o empréstimo é realmente necessário, pesquise outras possibilidades, dando preferência aos empréstimos consignados, que possuem os juros mais baixos. Caso não seja possível, pesquise entre as fintechs ou bancos”.

Avalie se realmente você precisa de crédito pessoal

A PROTESTE sugere que o consumidor tenha cautela, evitando aceitar uma oferta de crédito maior do que a necessária. “Lembre-se que este empréstimo é uma dívida, e que empréstimos altos requerem valores de parcelas maiores, ou mais tempo para quitação. Dessa forma, os juros cobrados serão mais elevados, contribuindo para o endividamento do consumidor”, observou Rodrigo.

Segundo ele, para evitar o endividamento, o consumidor deve:’

  • nunca ultrapassar 30% de sua renda mensal com parcelas; 
  • fazer o possível para pagar o total da fatura do cartão de crédito até a data do vencimento;
  • rever gastos e fazer cortes quando necessário; 
  • fazer um planejamento mensal, incluindo gastos fixos, parcelamento e despesas do dia a dia, se possível com auxílio de uma planilha, para que a sua situação financeira fique clara.
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