Atenção ao cheque especial evita dívidas desnecessárias

Atenção ao cheque especial evita dívidas desnecessárias

Em um momento de dificuldades, o limite do cheque especial pode parecer a solução para aquelas contas que não param de chegar; PROTESTE alerta para o risco de endividamento.

Desde o dia 6 de janeiro de 2020, o Banco Central alterou a forma de cobrança do cheque especial. Assim, os bancos só poderão cobrar juros de até 8% ao mês (totalizando 150% ao ano). Antes desta mudança a taxa cobrada era de em média 12% ao mês (300% ao ano). Mesmo assim, Rodrigo Alexandre, especialista da PROTESTE, alerta os consumidores para o risco de endividamento.

Vale destacar que os bancos também podem cobrar a tarifa de 0,25% ao mês (para os clientes com limite acima de R$ 500,00). A taxa é calculada em cima dos valores que ultrapassam o valor do limite. “Assim, por exemplo, quem tem limite de R$ 4.000 pagará, por mês, uma tarifa no valor de R$ 8,75, correspondente a 0,25% de R$ 3.500, já que a tarifa é cobrada apenas a partir de R$ 500”, explicou Rodrigo.

Segundo o especialista, da mesma maneira que outros recursos, como o limite do cartão de crédito, o cheque especial representa um grande risco de contrair dívidas. Afinal, ele é uma espécie de empréstimo pré-aprovado, que pode ajudar a resolver uma situação momentânea, embora ainda represente a segunda posição de juros mais altos do mercado (perdendo apenas para o cartão de crédito). Além disso, o crédito fica atrelado ao saldo bancário.

Cheque especial funciona como empréstimo

“O consumidor precisa estar atento, pois muitos bancos incluem o limite do cheque especial no valor disponível na conta. Se o cliente não tem controle sobre suas movimentações, acaba criando uma falsa sensação de que o dinheiro é dele”, alerta Rodrigo.

É importante que o consumidor fique atento e reveja sobre o quanto tem disponível de limite de cheque especial em sua conta, para evitar pagar uma tarifa referente a um valor que nunca utilizará.

Em outras palavras, toda vez que o consumidor efetuar um saque ou pagamento que ultrapasse o valor que realmente está em sua conta, o cheque especial é acionado automaticamente, como se tivesse contratado um empréstimo. Da mesma forma, o pagamento também acontece de forma automática, ou seja, qualquer valor depositado na conta é consumido pelo banco, com a cobrança de juros diários, que são muito maiores que qualquer outra linha de crédito, com exceção dos cartões de crédito.

“Por isso, é importante que o consumidor fique atento e reveja sobre o quanto tem disponível de limite de cheque especial em sua conta, para evitar pagar uma tarifa referente a um valor que nunca utilizará”, orientou o especialista.

“A dica é ter muito cuidado para não transformar essa linha de empréstimo que o banco disponibiliza em uma extensão do salário”, disse Rodrigo. “O uso fácil e a disponibilidade imediata são riscos iminentes de endividamento, no caso do limite do cheque especial”, destacou.

“O endividamento pode começar aos poucos, sem que a pessoa perceba. Caso isso ocorra, é importante não se desesperar. Com reorganização econômica, somada à mudança de hábitos e determinação, é possível voltar às rédeas da vida financeira. Por isso, é importante estar sempre alerta sobre as principais causas de endividamento”, afirmou o especialista.

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