Como desconfiar de uma ligação e evitar cair em golpes? Descubra

Como desconfiar de uma ligação e evitar cair em golpes? Descubra

Golpes aplicados por telefone exploram urgência e medo e saber os principais sinais de que a ligação pode ser um ajudam consumidores a identificar fraudes

O aumento dos golpes por telefone preocupa especialistas e consumidores no Brasil. As fraudes acontecem tanto em linhas fixas quanto em celulares e usam estratégias de manipulação psicológica para enganar as vítimas.

Segundo o relatório “Tendências de Fraude Omnichannel”, elaborado pela TransUnion, 40% dos brasileiros entrevistados já relataram tentativas de fraude por e-mail, telefone ou mensagens de texto. O estudo também aponta que o golpe mais comum no país é o vishing, quando criminosos utilizam ligações ou mensagens de voz para roubar informações pessoais.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em julho de 2025 o Brasil tinha 20,9 milhões de acessos à telefonia fixa. Além disso, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, em 2024, 88,9% da população com dez anos ou mais possuía celular de uso pessoal.

Como reconhecer ligações que podem ser golpes?

Os criminosos costumam aplicar diferentes golpes por telefone. Entre os mais relatados estão o falso sequestro, o falso parente, o falso funcionário de banco e o falso prêmio. Segundo o advogado e especialista em Direito do Consumidor Stefano Ribeiro Ferri, a intenção é sempre provocar pressa ou medo para impedir que a vítima pense com calma.

Ele destaca alguns sinais de alerta: insistência em manter a conversa, pedidos de dados pessoais ou bancários, promessas de prêmios improváveis e exigência de decisões imediatas. “Outro indício é a falta de identificação clara, o uso de números desconhecidos ou a tentativa de intimidar a vítima”, afirma.

Um caso registrado em abril de 2024 ilustra a gravidade do problema. Em Goiás, uma pessoa perdeu R$ 150 mil após acreditar que sua mãe havia sido sequestrada. Os criminosos chegaram a fornecer dados reais da família, o que aumentou a sensação de pânico.

O que fazer ao receber chamadas suspeitas?

Sinais específicos podem indicar que ligações são golpes | Imagem: Pexels

Sinais específicos podem indicar que ligações são golpes | Imagem: Pexels

Para evitar prejuízos, especialistas orientam não fornecer senhas, códigos de segurança, números completos de cartão ou dados pessoais por telefone. “Também não é recomendável compartilhar documentos pessoais, como CPF e RG, sem ter a certeza da identidade de quem está falando”, acrescenta Stefano.

Outro hábito importante é verificar o número antes de atender. Caso haja dúvida sobre a autenticidade da ligação, a recomendação é desligar e procurar os canais oficiais da instituição. “Também é prudente salvar contatos importantes, para distinguir facilmente números confiáveis de chamadas estranhas”, reforça o especialista.

Ferramentas digitais também ajudam. Alguns aplicativos identificam ligações suspeitas e bloqueiam números fraudulentos. Em telefones fixos, operadoras oferecem bloqueio de chamadas, além da possibilidade de instalar serviços adicionais para filtrar contatos indesejados.

Por que idosos são alvos frequentes de golpes por telefone?

Levantamento do IBGE indica que o Brasil possui cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 15,6% da população. Esse grupo costuma ser um dos principais alvos dos golpistas.

“Os idosos são mais visados porque, geralmente, confiam mais nas pessoas, atendem o telefone com maior frequência, podem ter limitações cognitivas e, muitas vezes, acumulam reservas financeiras”, explica Stefano.

Para reduzir riscos, familiares devem orientar os idosos a nunca fornecer dados por telefone. O especialista sugere adotar lembretes próximos ao aparelho, como “não passe senha”. Ele também recomenda criar uma palavra-chave familiar para situações de emergência e usar bloqueadores de chamadas suspeitas em celulares.

O que fazer se já caiu em golpes?

Quem percebe que foi vítima deve interromper imediatamente o contato com o golpista e registrar boletim de ocorrência. Caso haja transferência de valores, a orientação é procurar o banco para tentar reverter a operação. “Também é importante avisar familiares e amigos para que fiquem atentos a novas tentativas”, complementa Stefano.

Órgãos de defesa do consumidor, Procons e bancos realizam campanhas educativas. Essas iniciativas divulgam mensagens em aplicativos, caixas eletrônicos e até mesmo na televisão. “Esses avisos alertam sobre os riscos e reforçam que nenhuma instituição pede senha ou código por telefone”, finaliza o especialista.

Para ler a matéria completa da PROTESTE, clique aqui.

Já reparou?

A PROTESTE é a maior associação de defesa do consumidor da América Latina e, como parte de seu propósito, está sempre atenta às necessidades do mercado brasileiro. Recentemente, lançamos a campanha Já Reparou?, que visa garantir aos consumidores o Direito de Reparo de seus produtos eletrônicos de forma acessível. A iniciativa busca combater práticas de alguns fabricantes que limitam o reparo de aparelhos ao bloquear o uso de componentes que não sejam originais ou instalados por oficinas credenciadas.

Você pode participar dessa ação e colaborar com essa conquista – acesse o site jareparou.com.br, assine e garanta esse direito. Essa vitória, entre outras coisas, amplia a aquisição de peças e manuais, reduzindo o custo de consertos para o consumidor e incentivando a sustentabilidade.