Caí em um golpe por ligação: o que fazer?
Criminosos exploram medo e euforia para manipular a vítima, criando situações de urgência que dificultam uma avaliação racional
Fraudes por telefone continuam afetando milhares de brasileiros, que muitas vezes só percebem que foram enganados após perder dinheiro. Os golpistas exploram emoções como medo, pressa e euforia para manipular a vítima. Dessa forma, criam situações de urgência que dificultam uma avaliação racional da chamada.
O golpe mais comum é o vishing, em que criminosos utilizam chamadas telefônicas para obter informações pessoais. Enquanto isso, o IBGE revela que 88,9% da população com mais de dez anos já usava celular em 2024, o que amplia o campo de atuação para golpistas.
Índice:
Quais são os golpes mais comuns aplicados por telefone?

Golpe por ligação afeta milhares de brasileiros todos os anos | Imagem: Pexels
Entre as fraudes mais relatadas, estão práticas que exploram a confiança da vítima. Stefano Ribeiro Ferri, especialista em Direito do Consumidor, lista quatro tipos frequentes de golpe: o falso sequestro, em que criminosos simulam manter um parente em cárcere; o falso parente, quando alguém se passa por filho ou neto em emergência; o falso funcionário de banco, que pede senhas ou coleta cartões; e o falso prêmio, que exige pagamento de taxa para liberação da suposta recompensa.
Esses golpes funcionam porque os criminosos utilizam técnicas psicológicas que provocam pânico ou euforia. “Outro indício é a falta de identificação clara, o uso de números desconhecidos ou a tentativa de intimidar a vítima”, reforça Stefano. Casos como o de uma mulher em Goiás, que perdeu R$ 150 mil em abril de 2024 após acreditar em um falso sequestro, mostram a gravidade da prática.
Como identificar sinais de que a ligação pode ser um golpe?
Os criminosos costumam insistir em manter a conversa, pressionar por urgência ou solicitar dados bancários. É preciso desconfiar sempre que houver pedidos incomuns. Stefano alerta que senhas, números completos de cartões, tokens e documentos pessoais nunca devem ser compartilhados. “Também não é recomendável compartilhar documentos pessoais, como CPF e RG, sem ter a certeza da identidade de quem está falando”, diz.
Outra orientação é desligar imediatamente quando a chamada parecer suspeita e, em seguida, ligar para o número oficial da instituição. “Também é prudente salvar contatos importantes, para distinguir facilmente números confiáveis de chamadas estranhas”, acrescenta. Além disso, aplicativos de bloqueio e recursos das próprias operadoras ajudam a reduzir o risco de ligações fraudulentas.
O que fazer imediatamente após cair em um golpe por ligação?
Ao perceber que caiu em um golpe por ligação, o primeiro passo é encerrar qualquer contato com o criminoso. Em seguida, registre um boletim de ocorrência. Stefano orienta que, em caso de transferência de valores, o banco deve ser acionado para tentar bloquear a operação. “Também é importante avisar familiares e amigos para que fiquem atentos a novas tentativas”, destaca.
Órgãos de defesa do consumidor e bancos também realizam campanhas para alertar a população. “Esses avisos alertam sobre os riscos e reforçam que nenhuma instituição pede senha ou código por telefone”, finaliza Stefano.
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Já reparou?
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